O Paraná registra aumento nos casos de violência, evasão escolar e depressão entre adolescentes. Entenda como proteger e fortalecer nossos jovens.
Entre sonhos e perigos: a realidade dos nossos adolescentes
Adolescência é ponte. É aquele trecho da vida em que se atravessa da infância para o mundo adulto carregando sonhos, dúvidas e descobertas. Mas, infelizmente, para milhares de jovens no Paraná, essa ponte está cheia de buracos: violência, evasão escolar, uso de drogas, depressão e falta de oportunidades.
E a pergunta que fica é: estamos realmente cuidando dos nossos adolescentes?
O retrato atual da adolescência no Paraná
Os dados falam — e gritam.
- Segundo o Mapa da Violência 2023, o Paraná registrou 1.132 casos de violência grave contra adolescentes entre 12 e 17 anos, incluindo agressões físicas, abusos e tentativas de homicídio.
- A evasão escolar é outro alerta: mais de 15 mil adolescentes paranaenses abandonaram a escola em 2023, de acordo com o Censo Escolar.
- A saúde mental preocupa: a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta que os casos de depressão e ansiedade cresceram 30% entre jovens de 12 a 18 anos no estado.
- E mais: o Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que o envolvimento de adolescentes com facções criminosas também cresceu, especialmente nas regiões metropolitanas.
Quando o jovem não encontra proteção, afeto, educação e oportunidade, ele se torna alvo fácil para tudo aquilo que o coloca em risco.
A base de tudo: família, escola e comunidade
Nenhuma política pública, por mais eficiente que seja, substitui o papel da família presente, da escola ativa e de uma comunidade que acolhe e protege.
A psicóloga e escritora Marisa Lajolo resume isso em uma frase potente:
“Educar é um ato de amor e também de resistência. Resistir ao abandono, à indiferença e à violência.”
Se cada adolescente tivesse acesso a:
Uma escola que inspira e não só ensina;
Uma família que escuta e orienta, não apenas cobra;
Uma cidade que oferece esporte, cultura, lazer e qualificação…
… talvez os índices de risco fossem muito menores.
Quais são os maiores riscos para nossos adolescentes hoje?
O que podemos — e devemos — fazer?
Temos aqui uma reflexão que não pode ser ignorada:
Você já percebeu que um adolescente sem escuta, sem apoio e sem cuidado pode se tornar vítima… ou refém de realidades que ele nunca deveria viver?
Que tipo de ponte estamos ajudando a construir para a juventude do Paraná: uma que leva ao futuro ou uma que desaba no meio do caminho?


Vivemos um tempo em que a adolescência está cada vez mais exposta a riscos — seja no ambiente digital, nas ruas ou até dentro de casa. Proteger nossos jovens vai muito além de vigiar: é educar, orientar e estar presente. Precisamos ouvi-los com atenção, oferecer diálogo e apoio emocional, e reforçar valores como respeito, empatia e responsabilidade.
Somente com amor, limites e acompanhamento familiar e social conseguiremos transformar essa fase de vulnerabilidade em um período de descobertas seguras e de construção de um futuro melhor.